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Emprego para Tony Blair

22 de junho de 2007

Tony Blair, o homem que governou a Grã-Bretanha por dez anos largará o cargo que buscou sua vida inteira. Deixará a Downing Street, residência oficial dos primeiros-ministros britânicos, casa que foi ocupada por garndes líderes como Winston Churchill e Margareth Thatcher. Em seu lugar assumirá Gordon Brown, seu atual ministro das finanças.
 
Blair, com certeza deixará suas marcas. Não pela estabilização da economia inglesa ou pela forte presença nas negociações no continente europeu. Mas, pela parceria que fez com George W Bush em sua empreitada contra o terrorismo. Entrou no Iraque e no Afeganistão sem plano pós-guerra, o resultado está aí. Milhares de mortes e seqüestros, além do fato que a Grã-Bretanha tornou-se alvo de atentados terroristas.
 
Mas, nem por isso é o fim da carreira de Tony Blair.
 
Nos corredores da Casa Branca começam a circular boatos sobre um possível cargo para Blair. O cargo seria de “Enviado Especial Para Paz no Oriente Médio”, Blair assumiria logo após deixar o cargo de primeiro-ministro. Tanto a Secretária de Estado, Condolezza Rice, quanto o Presidente Bush concordam que a presença de Blair seria importante para aquela região.
 
A principal função de Blair seria estabilizar as instituições palestinas e libanesas e ampliar a cooperação com Israel. Para então criar o estado Palestino. Esse cargo já foi anteriormente oferecido para o ex-secretário de estado dos EUA, Colin Powell. Mas, Powell negou a proposta. Pois, não queria mais nenhuma conexão com o processo de paz já atrasado, que pela administração Bush seria no ano de 2006 a criação da Palestina.
 
A vaga já foi ocupada entre 2004 e 2005 por James Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial. Mas, Wolfensohn saiu argumentado que os palestinos boicotavam suas propostas. Desde então o cargo ficou vago, por causa dos recentes conflitos entre Israel e Líbano e os crescentes protesto contra os americanos e sua empreitada contra o terrorismo.
 
Para muitos Blair é uma incógnita, sua presença no Oriente Médio pode tanto fortalecer como prejudicar sua imagem do ocidente perante aos palestinos, libaneses, sírios e iranianos. Diminuindo a presença e a aumentando dos EUA e Grã-Bretanha na região. Em todo caso, o boato fica mais forte, pois David Welch, assistente do departamento de defesa e principal homem da administração Bush, visita Tony Blair essa semana em Londres, antes de ele sair do cargo.
 
Se Blair assumirá somente o futuro dirá, mas se aceitar sua presença com certeza marcará o Oriente Médio assim como na Downing Street. E Tony Blair ainda quer reparar com o mundo e principalmente com os ingleses o erro que fez ao apoiar G.W. Bush no Iraque e talvez voltar a Downing Street num futuro próximo. E Blair prefere um cargo público, ao invés de um cargo privado como fez o ex-chanceler alemão, Gerhard Schöreder, que assumiu a presidência da petrolífera européia GazProm ou um instituto como fez Bill Clinton e FHC.
 

Primeiro-Ministro inglês Tony Blair, esse não terá problema para conseguir emprego

Fonte

 
http://www.cnn.com/2007/WORLD/meast/06/21/blair.mideast/index.html
 
Por Henrique Medeiros
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