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O ano da recuperação – 2009

18 de janeiro de 2009

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A esperança venceu em 2008 e pode semear a vitória da primeira década

Se o ano zero oito do novo século colocou a cereja no bolo do clã bush com a derrota dos republicanos para Obama, a Crise Financeira e a sapatada. O ano de zero nove será o ano da recuperação e da preparação de um palco maior, 2010.

Eua /Obama – Não poderia começar a falar em 2009 sem falar na principal notícia de 2008, Presidente Barack Hussein Obama. Independente da etnia, Obama foi eleito por sua ideologia e por sua política de mudança, em busca de uma reversão aos oito anos dos falcões na Casa Branca. Caso alguém espere por tal mudança no primeiro ano de mandato, pode esquecer. A democracia em qualquer lugar do mundo faz com que o eleito siga a continuidade do seu antecessor pelo primeiro ano. Como por exemplo, obras e pacotes econômicos, e em 2010 será eleição na Câmara dos Representativos onde os Democratas tentaram manter a superioridade legislativa.

Ou seja, o verdadeiro Obama só deve atuar em 2011.  Em compensação Obama pode trabalhar com a economia e a política externa. Combater com vigor a crise financeira – aí sim ele colocará a cara de sua política – procurando aquecer a economia com novos pacotes e incentivos fiscais, abrir os canais diplomáticos com Irã, Síria, Venezuela, Cuba, se reaproximar da Rússia, propor a reforma da ONU, do G-7 e retirar as tropas do Iraque ainda em 2009.

Oriente Médio – O barril de pólvora do mundo começa 2009 com o pavio curto e aceso. Israel ataca com todas as forças o Hamas sem medir suas conseqüências. O objetivo dos israelenses é o mesmo de 2007 quando invadiram o Líbano e atacaram o Hizbollah, eliminar a presença política e militar do Hamas na Palestina. Pra fazer esse novo cenário de guerra o número de civis mortos subirá bem mais das centenas desses primeiros dias de investida e passará os milhares. Israel montará postos avançados dentro dos territórios palestinos, até a ONU/Europa/EUA aplicarem alguma sanção afetando sua frágil economia, a um mês das eleições parlamentares que escolheram quem governará Israel. Acho que nem preciso dizer que também é eleição parlamentar nos estados palestinos, onde será decidido o novo líder da Autoridade Palestina.

No resto da região, Líbano e Irã vão às urnas e definiram o futuro de suas nações. No Líbano a escolha do novo primeiro-ministro é uma incógnita. A influência da Síria pode prejudicar as eleições, assim como a influência do Hizbollah e uma possível nova invasão de Israel.

No Irã, o Aiatolá Khamenei não é muito fã de Mahmoud Ahmadinejad, seu principal adversário é o reformista Mehdi Karroubi. Embora tenha o apoio de Khamenei, Karroubi pode perder para Ahmadinejad. A política de Ahmadinejad e a presença dele em questões vitais como energia nuclear, Iraque, alianças com Rússia, Venezuela e a afronta contra Israel fazem do atual mandatário o mais popular desde o próprio Khamenei. A vitória de Ahmadinejad não será a ruptura entre os religiosos e a política no Irã, mas com certeza mostra a população iraniana como qualquer outra nação democrática no mundo.

Europa – Na Europa é a hora dos líderes surgirem. Além da crise financeira que assombra a Europa os líderes Sarkozy, Merkel, Berlusconi e Brown devem mostrar por que estão no cargo. Nicolas Sarkozy deve resolver os problemas internos na França e parar de brincar de estadista. Angela Merkel precisa começar a ouvir o povo alemão, cada vez mais reclama de sua política inclusive a suas recentes posições a favor de Israel. Silvio Berlusconi deve-se mostrar mais flexível nas questões trabalhistas e tentar unir a Itália em uma única frente, embora a nação esteja rachada pelas adversidades políticas e pela breve passagem de Romano Prodi como primeiro-ministro.

De todos Gordon Brown tem missão mais complicada. Deve lutar para mostrar os motivos de ter sido o escolhido por Tony Blair, recuperar-se da derrota imposta pelos conservadores em 2008, afastar a presença cada vez mais forte do conservador David Cameron e minar a ascensão do jovem David Milliband no Partido Trabalhista. Milliband é conhecido como o “Obama Inglês”, pela sua jovialidade e suas idéias de mudança. Muitos acreditam em Milliband como o único dentro do Partido Trabalhista capaz de disputar contra David Cameron.

Caso alguém estranha o sumiço de José Luiz Zapatero, bem o primeiro-ministro espanhol não tem nada para provar ao seu povo. A economia da Espanha é uma das poucas da Europa que não sofreram com a crise econômica, e mostrou peito quando retirou as tropas do Iraque logo após receber a faixa.

Obs.: Se alguém perguntar como anda o governo de José Sócrates em Portugal… Bem, é só imaginar Mercadante como presidente do Brasil.


Brasil
– Agora é a hora! Lula terá de provar tudo aquilo que falou no segundo semestre de 2008. Não haverá impactos da crise no Brasil, não haverá cortes no PAC, o ritmo desenvolvimentista do Brasil não vai cair e com certeza será o ano de Dilma. Dilma Roussef, o principal papagaio de pirata de Lula nos últimos dois anos deve ganhar suas próprias asas. Com a derrota de Marta, ela afastou de vez a possibilidade de uma segunda via dentro do PT e fará nas inaugurações das obras do PAC um palanque eleitoral e pra tentar ficar conhecida no país.

José Serra não fará nada até Janeiro de 2010, pois saiu das eleições municipais em 2008 vitorioso e deixará o estado São Paulo pronto para Alckmin ou mesmo o sósia dele, Paulo Skaf. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves – que saiu como derrotado em 2008 – começou sua movimentação nacional, ainda tenta semear dentro do PSDB a possibilidade de uma convenção com primárias, como no modelo americano – pra tentar imitar Obama e ganhar de Serra nos mínimos detalhes – algo que Serra é contra.

Para Serra, as primárias exigem um gasto de dinheiro e exposição desnecessária na mídia, além da possibilidade de rachar o partido. Algo que quase em 2006 quando Alckmin bateu o pé e flertou com a convenção, pois tinha mais delegados – votos dentro do partido – que Serra. Os outros partidos da aliança, como PFL e PPS querem lançar seus candidatos próprios caso haja primária, até para expor futuros candidatos a algum estado, como o ex-prefeito do RJ, César Maia e o Dep. Fed. Raul Jungmann.

Ciro Gomes começará a se movimentar com amplitude nacional em breve. Ciro também flerta com a possibilidade de primárias como Aécio no PSDB, aliás, o PT é pioneiro nesse processo dentro do país. Em 2002, o PT fez as primárias dentro do partido onde os candidatos eram Lula, Sen. Eduardo Suplicy e Edmilson Rodrigues, ex-prefeito de Belém. Ciro Gomes ainda convidou Aécio Neves junto ao presidente do PMDB, Michel Temer, para ser candidato a presidência pelo PMDB e Ciro seria seu vice. Uma proposta muito mais digna que a de FHC, com Serra – Presidente e Aécio – Vice. Para Aécio é a presidência ou uma cadeira no Senado, uma sub-sala no planalto não faz parte dos planos de Aécio.


Ciro acredita ser o único candidato com hábil o suficiente para derrotar Serra em 2010, como exemplo ele sempre mostra as pesquisa, onde sempre como segundo e quando disputa com Aécio aparece à frente. Caso seja o candidato da oposição, Ciro convidaria Eduardo Suplicy como seu vice.  

Sem sombra de dúvida a economia do Brasil será vital para as pesquisas de 2010 e mesmo para alavancar um candidato a presidência.

Depois trago mais previsões de "Pai Zé".

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