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A Saga de John Neschling

2 de março de 2009

Ouverture
Doze anos após assumir a direção artística da Orquestra Sinfônica do Estado de SP, a OSESP,  John Neschling é demitido. Diferente de outros companheiros de sua profissão, Neschling não saiu sob aplausos e não deixará sudades entre os músicos e diretores da Fundação OSESP.

O trabalho do maestro Neschling com a orquestra foi exemplar. Formou uma editora da OSESP – a Criadores do Brasil – especializada em partituras nacionais, o centro de documentação, a academia para jovens músicos e instituiu seu próprio coro, lembrando que grandes orquestras não tem coro profissional, como as filarmônicas de Berlim, NY, e Concertgebow de Amsterdã. Além de levantar a própria sala de concerto, a Sala São Paulo

Um trabalho que o maestro Eleazar de Carvalho – considerado por muitos o melhor do maestro do Brasil – tentou montar com a OSESP por mais de vinte anos até sua morte em 97. No mesmo ano, Neschling assumiria o cargo e o projeto com pleno apoio do governador Mário Covas – falecido – e do então Secretário da Cultura, Marcos Mendonça. Com um orçamento de U$$ 50 milhões, a possibilidade de construir uma sala de concerto e carta branca para mandar e desmandar não só na orquestra, mas em todo projeto, tal hierarquização implicaria em episódios polêmicos entre o maestro, os funcionários e seus chefes.
 

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