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A Saga de John Neschling

5 de março de 2009

Atto Secondo

A tensão entre Neschling e Mincuk aumentou no final de 2004, sem o apoio de Covas e Marcos Mendonça – que largara a Secretária de Cultura para assumir a Fundanção Padre Anchieta – o diretor artístico da OSESP viu-se acuado, com Cláudia Costin querendo sua cabeça.

Segundo a coluna de Daniel Piza do Estadão no começo de 2005, Minczuk acertou com a Secretária Costin seus encargos a sua participação e quando substituiria seu chefe no comando da orquestra. Decepcionado, John Neschling pediu a retratação de seu pupilo através de uma coletiva de imprensa, Minczuk enviou uma carta afirmando que o acordo não existia e apoiava o trabalho de seu mestre. A carta não foi suficiente para estabilizar a relação entre os dois, e MInczuk foi demitido durante o intervalo da apresentação da obra de Bach, a Paixão de São Mateus. Desde então, Neschling e Minczuk cortaram relações.

O Concurso de Piano Villa-Lobos trouxe à imprensa todo o mal estar dos bastidores da OSESP, na ocasião pelo israelense Ilan Rechtman – um dos principais colaboradores da OSESP, em questões cameríticas e de pianos – como nas compras dos novos pianos da orquestra em Nova Iorque, Neschling enviou Rechtman para a capital mundial da cultura de consumo e adquirir três os instrumentos. Ilan Rechtman tinha a total confiança do maestro e foi escolhido como presidente do júri no concurso, porém foi exonerado de suas funções junto a OSESP.

O pianista israelense Ilan Rechtman

Em sua saída o pianista acusou John Neschling de favorecimento aos concorrentes brasileiros e de não dividir os créditos pela música tema do programa Roda Viva da TV Cultura – a música foi retirada do programa no começo de 2008 e voltou com um arranjo da música de nome homônimo, sob a autoria Chico Buarque – o maestro rebatou as acusações de seu ex-consigliere e afirmando que a demissão de Rechtman era pelas alterações de notas dos concorrentes dadas por membros da comissão julgadora. O caso alcançou a mídia no exterior e o concurso perdeu diversos jurados com receiro de anexar seu nome a um concurso manipulado.

Ilan Rechtman não parou com as acusações… Em entrevista à Folha de São Paulo, disse que Neschling não tinha capacidade administrativa, pois a OSESP recebia o montante similar de orquestras internacionais de renome – os famosos U$$ 50 mi – e os seus músicos não recebiam salário compatível – entre dez e doze mil reais -, acusou Neschling de contratar maestro de pouco renome através de seu agente, sua capacidade artística levantando seu histórico no Teatro Massimo, Ópera de Bordeaux e na Orquestra de St. Gallen, e as constantes ameaças de demissões aos músicos e funcionários e imposição aos músicos que assinem papel em branco.

John Neschling respondeu demonstrando o e-mail de Rechtman onde fez mea culpa sobre as alterações nas notas dos jurados, tal e-mail seria mais que motivo para a demissão. A violoncelista israelense e esposa de Rechtman, Íris Regev, foi demitida da OSESP, ambos foram para o Rio de Janeiro e a musicista atualmente faz parte da OSB.

Vale lembrar que o ganhador do Concurso de Piano Villa-Lobos foi um chinês, Chun Wang (foto abaixo).

One Comment leave one →
  1. julio cesar de oliveira permalink
    7 de setembro de 2011 16:39

    e tudo uns idiotas

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