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Eu Baixei: Hurt Locker

12 de janeiro de 2010

A pedra no sapato de James Cameron e Quentin Tarantino

As premiações do cinema 2009/2010 estavam todas destinadas para duas grandes produções, Avatar e Bastardos Inglórios. Eis que surge o percalço para os dois velhos cineastas, Hurt Locker, o primeiro grande filme da Guerra do Iraque. Dirigido pela experiente e pouco conhecida Kathryn Bigelow, o filme conta a história de três soldados norte-americanos especialistas no desarme de bombas improvisadas, IED (Improvised Explosive Device/roadside bomb), uma das principais causas de morte nas Guerras do Iraque e Afeganistão.

No Brasil o filme recebeu o péssimo título, Guerra ao Terror

A história começa justamente com a morte do Sargento Especialista Matt Thompson, interpretado por Guy Pierce. Mostrando a árdua realidade dos desarmadores de bombas no Oriente Médio. Em seguida, o filme introduz a figura de William James, interpretado pelo pouco conhecido Jeremy Renner (o vilão de SWAT), um exímio desarmador de bombas com a adrenalina alta, um War Junkie – viciado em guerra. Os dois parceiros de James são o soldado especialista Owen Eldridge (interpretado por Brian Geraghty) e o Sargento JT Sanborn (Anthony Mackie, o Papa Doc de 8Mile). Eldridge passa por dificuldades, encara o medo da guerra toda vez que vai ao fronte e JT Sanborn entre em conflito com seu novo parceiro, e percebe a sua falta de coragem para vestir o uniforme dos EOD’s.

Entre bombas, mercenários ingleses e outros horrores da guerra, o filme atraiu olhares, boas críticas dos principais jornais e premiações nas festividades do cinema (incluindo o Festival de Veneza) não apenas pelo fato de ser um filme de guerra. É um dos fortes candidatos ao Globo de Ouro, o filme concorre em três nomeações: Melhor Filme de Drama, Melhor Roteiro e Melhor Diretor; fazendo frente aos blocksbusters, Avatar e Bastardos Inglórios.

Mesmo com um orçamento relativamente baixo de U$$ 11 milhões, a direção de foto é inovadora. Utilizando micro-câmeras e a técnica de câmera nervosa, para mostrar com detalhes as expressões dos atores e como atua com precisão um desarmador de bombas no calor da guerra – lembrando que as bombas desarmadas por esses soldados mataram cerca de 40% dos soldados no Iraque e Afeganistão. E o roteiro do jornalista Mark Boal, mostra a guerra como algo individualista, que destrói e corrompe o ser humano.

Outro destaque do filme é a direção de fotografia criada por Barry Ackroyd, colocando o espectador dentro do verdadeiro ambiente da campanha norte-americana no Golfo Pérsico, com os soldados em campo aberto, beiras de estrada, mercados, prédios, caminhões- tanque e dentro de Humvees (Jeep militar), entre becos e casas, a mistura de deserto com ambiente urbano.

A cada dia o filme de Kathryn Bigelow ganha força em Hollywood, apoio da crítica e dos espectadores. Além das novas técnicas de câmera e do roteiro focando a individualidade do soldado um dos segredos do filme foi à utilização de grandes nomes do cinema em segundo plano, Guy Pierce, Ralph Fiennes e David Morse fazem pequenas pontas no filme, sem tirar o brilho dos três jovens atores principais.

Se ganhar ao menos um Globo de Ouro, Hard Locker sairá como um grande concorrente ao Oscar e poderá disputar em outras categorias da maior premiação do cinema mundial, como fotografia, ator e ator coadjuvante.

Segue o link para download no Pirate Bay, em BluRay e com legenda em português:

Hurt Locker – Guerra ao Terror

A história começa justamente com a morte do Sargento Especialista Matt Thompson, interpretado por Guy Pierce. Mostrando a árdua realidade dos desarmadores de bombas no Oriente Médio. Em seguida, o filme introduz a figura de William James, interpretado pelo pouco conhecido Jeremy Renner (o vilão de SWAT), um exímio desarmador de bombas com a adrenalina alta, um War Junkie – viciado em guerra. Os dois parceiros de James são o soldado especialista Owen Eldridge (interpretado por Brian Geraghty) e o Sargento JT Sanborn (Anthony Mackie, o Papa Doc de 8Mile). Eldridge passa por dificuldades, encara o medo da guerra toda vez que vai ao fronte e JT Sanborn entre em conflito com seu novo parceiro, e percebe a sua falta de coragem para vestir o uniforme dos EOD’s.

Entre bombas, mercenários ingleses e outros horrores da guerra, o filme atraiu olhares, boas críticas dos principais jornais e premiações nas festividades do cinema (incluindo o Festival de Veneza) não apenas pelo fato de ser um filme de guerra. É um dos fortes candidatos ao Globo de Ouro, o filme concorre em três nomeações: Melhor Filme de Drama, Melhor Roteiro e Melhor Diretor; fazendo frente aos blocksbusters, Avatar e Bastardos Inglórios.

Mesmo com um orçamento relativamente baixo de U$$ 11 milhões, a direção de foto é inovadora. Utilizando micro-câmeras e a técnica de câmera nervosa, para mostrar com detalhes as expressões dos atores e como atua com precisão um desarmador de bombas no calor da guerra – lembrando que as bombas desarmadas por esses soldados mataram cerca de 40% dos soldados no Iraque e Afeganistão. E o roteiro do jornalista Mark Boal, mostra a guerra como algo individualista, que destrói e corrompe o ser humano.

Outro destaque do filme é a direção de fotografia criada por Barry Ackroyd, colocando o espectador dentro do verdadeiro ambiente da campanha norte-americana no Golfo Pérsico, com os soldados em campo aberto, beiras de estrada, mercados, prédios, caminhões- tanque e dentro de Humvees (Jeep militar), entre becos e casas, a mistura de deserto com ambiente urbano.

A cada dia o filme de Kathryn Bigelow ganha força em Hollywood, apoio da crítica e dos espectadores. Além das novas técnicas de câmera e do roteiro focando a individualidade do soldado um dos segredos do filme foi à utilização de grandes nomes do cinema em segundo plano, Guy Pierce, Ralph Fiennes e David Morse fazem pequenas pontas no filme, sem tirar o brilho dos três jovens atores principais.

Se ganhar ao menos um Globo de Ouro, Hard Locker sairá como um grande concorrente ao Oscar e poderá disputar em outras categorias da maior premiação do cinema mundial, como fotografia, ator e ator coadjuvante.

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