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De quem é a culpa: Por que não há espaço para nós em redações? Parte I

20 de fevereiro de 2010
A falta de oportunidade frustra a nova geração de jornalistas e ameaça o futuro da profissão


As redações jornalísticas são iguais há quase dez anos. As mesmas pessoas, não há investimento em sangue novo. Ao surgir vagas, são apenas reposições de vagas anteriores. A profissão que antes era coqueluche está prestes a tornar-se um quitute para poucos.

No passado as redações sempre atualizavam seus quadros, com os novos aprendendo junto aos mestres. Cobriam buraco de rua, briga na porta de subprefeitura, chacinas, jogos na Rua Javari e assim por diante. Não faltam casos de jovens jornalistas que aprenderam ao lado de cobras e dinossauros.



Durante as comemorações dos 50 anos da Ilustrada na Folha de S.P, Matinas Suzuki, disse ter entrado como editor na Ilustrada por escolha de Claudio Abramo, Matinas tinha apenas 24 anos de idade. Ou seja, se alguém utilizaria a falta de experiência como desculpa, foi por água abaixo.


Os jovens disputam espaço nas redações não apenas com seus colegas de sala, mas com jornalistas experientes por vagas escassas. Ao entrar nas faculdades por todo Brasil é comum ver a frustração nos rostos dos estudantes e ouvir frases como “só espero que isso acabe logo” ou “pagamos caro por nossos estudos, saímos endividados do ensino superior e não temos a oportunidade que esperamos no mercado”.



Muitos após formam-se em suas cidades, migram para os grande pólos do jornalismo (Rio de Janeiro e São Paulo) para tentar uma vaga nas redações e se deparam com a mesma frustração da maioria dos focas. Em casos desesperadores alguns acabam trabalhando em profissões fora de sua formação, como telemarketing e vendas.

Se novos jornais apareceram, uma quantidade assustadora de revistas – especialmente segmentadas – sites e portais estão crescendo desde a última década, de quem é a culpa?

1. Das faculdades que não preparam os jornalistas apropriadamente?

2. Dos jornais que reformaram suas redações e não contratam mais os focas?

3. Do mercado que ficou abarrotado de profissionais?

4. Das assessorias de imprensa, agências de comunicação e marketing que contratam os bons profissionais, com salários maiores que as redações?

5. A falta alguém de coragem como Mino Carta e Claudio Abramo?

6. Há QI(Quem Indica) nas redações?

Colocarei as respostas amanhã.

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