Há tempos o fim de semana em SP não era tão movimentado.
Na sexta, os veteranos do AC/DC fazem a alegria dos fãs do velho e bom rock. A turnê mundial do grupo chega a capital paulista para única apresentação. Essa provavelmente é a última turnê em grande escala do grupo, no auge da forma apresentam os clássicos de seu rock cru e músicas do mais novo cd da banda, Ice Black.
Estarei lá na vermelha!

Em frente a "pizza" do SPFC
Museus
Pra relaxar, no sábado vale visitar uma das exposições artísticas. Destaque para França no MAC, no Museu de Arte Contemporânea da USP. Pra quem perdeu a exposição dedicada a Matisse, há obras do pintor e de outros franceses Masson e Léger.
Outro destaque é a exposição do Pagu/Segall/Andrade no Museu Lasar Segall, traz vasto material iconográfico de Patrícia Galvão, Lasar Segall e Oswald de Andrade como desenhos, fotos e pinturas.
Jazz, BOM JAZZ
O domingo fecha o fim de semana com chave de ouro. O Telefônica Open Jazz chega á quarta edição com dois nomes de peso, a cantora Dianne Reeves e o guitarrista Buddy Guy.
Dianne Reeves, uma das novas divas do Jazz ao lado de Diana Krall e Norah Jones. Ganhou três o Grammy e ainda foi agraciada com Prêmio Ella Fitzgerald, um dos maiores da música norte-americana. Além de fazer turnês pelo mundo todo, é uma das poucas cantoras que pode cantar e gravar música popular com a Filarmônica de Berlim e Sinfônica de Chicago.
Buddy Guy, um dos grandes deuses da guitarra ao lado B.B King. Aos 73 anos, o guitarrista mostra-se em plena forma, no repertório música do seu disco, Skin Deep. Gravado em 2008, o disco ainda não foi lançado no Brasil (viva o torrent). E ainda toca músicas conhecidas como “Damn right, I Got The Blues”. Buddy tem estreita ligação com Jeff Beck, Mark Knopfler e Eric Clapton, esse considera Buddy Guy o maior guitarrista de blues da atualidade.
Quer mais?!
O Telefônica Open Jazz, que começa às 16h no Parque da Independência – Museu do Ipiranga -, tem entrada gratuita, no Vasco. Faltou apenas algum artista nacional para abrir o evento como banda Mantiqueira, Big Time Orchestra, Jazz Sinfônica, Bocatto ou Leo Gandelman.
Vai ver é um modo de tentar compensar a porcaria de serviço prestado pela operadora de telefonia fixa e internet.
Sonhado por alguns e odiado por outros, o War Rio finalmente ganha forma. Fãs da série criaram a partir da geografia do Rio de Janeiro e lançaram para download na comunidade WAR IN RIO, no site de relaciomento, Orkut.
A ideia surgiu em meados de 2007 quando o designer carioca, Fábio Lopez, criou o famigerado jogo e lançou as imagens no blog, War in Rio. Boatos que a Grow compraria de Fábio e lançaria a versão com a cidade maravilhosa e seus morros eram frequentes.
Como a Grow não formalizou a criação do novo War – algo mais dinâmico, regional e urbano – usuários da comunidade no Orkut levaram a idéia para frente e após um árduo trabalho e muita conversa sobre a tipografia da capital fluminense, conseguiram terminar.
A Grow preferiu difunfir a idéia do War Império Romano. Embora fosse uma excelente atração aos fãs dos jogos de tabuleiros, a edição do mapa deixa o jogo chato e duradouro. Na maioria das vezes vira “imperador” aquele que tem mais persistência de ir até o fim, e não o mais estrategista, a grande graça de War.
O Mapa e as cartas podem ser adquiridos através de download gratuito no endereço site. E o resto como pinos, dados, aviões e cartas deve-se usar a estrutura dos originais, War I e II.
Mais uma vez o papel das mídias sociais ultrapassa a interatividade, e as grandes corporações ainda não acordaram para o mercado expoente.
John Neschling assumirá em 2010 a direção artística do Teatro Municipal de SP, sendo responsável pelos seus corpos estáveis.
A data ainda não foi acertada, mas, fontes internas da casa confirmam o maestro Neschling (para as fãs derramadas, pai do ator global Pedro Neschling) no lugar de Jamil Maluf, esse volta a dedicar-se exclusivamente para a Orquestra Experimental de Repertório e ambos atuarão no conselho artístico do teatro.
Se concretizada, seria a segunda passagem de John Neschling pelo TMSP. Como missão, o ex-regente da OSESP deve trazer grandes patrocinadores, renovar os quadros dos corpos e deixar apto o teatro para as comemorações dos cem anos, em 2011.
Lembrando que o cargo está vago desde 4 de Novembro, quando Jamil Maluf deixou o comando artístico da casa e assumiu o posto no Conselho de Orientação Artística.
Companhia de Ópera
John Neschling assume também em 2010, a Companhia Brasileira de Ópera. Confirmado pelo próprio Ministro da Cultura, Juca Ferreira, o maestro regerá em 20 cidades do Brasil a ópera “O Barbeiro de Sevilha” de Rossini.
Os regentes Abel Rocha, Ira Levin e Victor Hugo Toro também conduzem a companhia itinerante, e terá três elencos para as apresentações.
Livro
Recentemente, John Neschling ainda lançou um livro. “Música Mundana” da Editora Rocco conta a história pessoal e profissional do maestro, e sua estreita relação com a música. Diferente de outras análises – político-partidárias – Neschling explora de forma breve sua demissão da OSESP.
O livro pode ser encontrado no agradável valor de R$ 29, e é uma ótima leitura para estudantes e fãs de música, sendo ou não admirador do maestro.
